Violência contra mulheres: ao menos 30 casos em 5 dias: Mulheres como Tainara Souza Santos, Evelyn de Souza Saraiva e Camila Aparecida Montoro Cruz foram vítimas de violência por ex-companheiros em locais públicos em 2025.
Término da relação e fator de risco
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indicam que, em 2024, 64,3% dos feminicídios ocorreram na residência da vítima, seguidos por 21,2% nas vias públicas.
Ao longo de janeiro a outubro deste ano, foram registrados 53 casos de feminicídio, com uma média de uma mulher assassinada a cada cinco dias, e São Paulo contabilizou 207 mortes no mesmo período.
Segundo especialistas consultadas pelo g1, a violência nas ruas é uma forma do agressor reforçar sua masculinidade, delimitar território e expressar ódio pela figura feminina, caracterizando misoginia.
Overkill e transferência de culpa
No contexto do feminicídio, é comum o conceito de overkill, em que o agressor mata simbolicamente a vítima repetidas vezes, demonstrando poder, controle e ódio por meio de violência extrema. O promotor destaca a continuidade de agressores que transferem a culpa para as vítimas, como no caso de Doca Street, e não assumem a responsabilidade pelos crimes.
Desafios no combate à violência
Especialistas apontam a centralidade do Estado no combate à violência, identificando falhas como a falta de políticas públicas, escassez de delegacias especializadas, monitoramento precário das medidas protetivas e ausência de grupos reflexivos para homens agressores.
Como pedir ajuda?
- 📞 Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher: Funcionamento 24 horas todos os dias, oferece orientação, acolhimento, registro de denúncias e encaminhamento para a rede de proteção.
- 🚨 Ligue 190 – Polícia Militar: Acionamento em emergências ou situações de violência em andamento.
- 🏛️ Delegacia da Mulher (DDM): Atendimento especializado para registro de ocorrências e solicitação de medidas protetivas.
- 💻 Delegacia Eletrônica (SP e outros estados): Registro online de ameaças, lesões e descumprimento de medidas protetivas.
- ⚖️ Defensoria Pública: Assistência jurídica gratuita, incluindo ações de divórcio, guarda de filhos e pedidos de proteção.
- 🤝 Centros de Referência da Mulher (CRAM): Acolhimento psicológico, social e orientação jurídica com acompanhamento contínuo.
O que sabemos até agora
- Em 2025, pelo menos 30 casos de violência contra mulheres foram registrados em apenas 5 dias.
- A violência de gênero nas ruas é uma forma de agressores reafirmarem sua masculinidade e expressarem misoginia.
- O Estado enfrenta desafios como a falta de políticas públicas eficazes e a ausência de estruturas especializadas para lidar com a violência contra a mulher.
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