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Benefícios concedidos aos mais ricos: Impacto na arrecadação governamental.

política nacional: Benefícios concedidos aos mais ricos: Impacto na arrecadação governamental.

Fonte: Pexels

Renúncias fiscais no Brasil atingirão R$ 618,4 bilhões em 2026: Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil estima valor, quase quatro vezes o orçamento do Bolsa Família. Estudo inédito da entidade aponta os gastos tributários, que são valores que o governo deixa de arrecadar ao conceder isenções, anistias e subsídios fiscais.

Reforma do Imposto de Renda e ‘privilégios tributários’

Associação considera como ‘privilégios tributários’ benefícios fiscais sem contrapartida comprovada. Entre eles, estão a isenção de lucros e dividendos, não instituição do Imposto sobre Grandes Fortunas e programas de parcelamentos de débitos tributários. Estima-se que em 2026 os gastos tributários cheguem a R$ 903,3 bilhões, sendo R$ 618,4 bilhões considerados ‘privilégios tributários’ pela entidade, representando 68% do total.

Os maiores ‘privilégios’ fiscais

No topo da lista está a isenção de lucros e dividendos, que deixa de gerar R$ 146,1 bilhões. Mesmo com a reforma do IR, a taxação dos dividendos em 10% ainda os beneficia. Em seguida, a não instituição do Imposto sobre Grandes Fortunas, com arrecadação potencial estimada em R$ 100,5 bilhões, é apontada como um dos maiores ‘privilégios’.

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