China impõe cota de carne bovina ao Brasil: Decisão de Pequim estabelece limite anual de 1,1 milhão de toneladas para exportações brasileiras, com sobretaxa de 55% acima desse valor. Entrada em vigor em 1º de janeiro lança dúvidas sobre impactos setoriais e ações.
Principal destino da carne bovina nacional, a China recebeu 54% das exportações brasileiras em 2025, totalizando 1,33 milhão de toneladas. A nova medida visa proteger o setor pecuário chinês de importações excessivas, criando espaço para ajustes no mercado interno.
Impacto diferenciado sobre exportadoras na B3
Empresas como a Minerva (BEEF3), com cerca de 17% da receita proveniente da China, são mais sensíveis à mudança. Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3) também terão impacto, com aproximadamente 5% e 3% da receita ligados ao país asiático, respectivamente.
Amortecedores no curto prazo
Analistas da Genial Investimentos acreditam que fatores estruturais globais podem suavizar o impacto no curto prazo, devido à escassez global de carne bovina e à demanda firme. O Ministério da Agricultura planeja agir para reduzir incertezas durante a implementação da nova política.
O que sabemos até agora
- China estabeleceu cota de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina do Brasil, com sobretaxa de 55% sobre excedente.
- Exportações brasileiras para a China representaram 54% do total em 2025.
- Minerva (BEEF3) é uma das empresas mais afetadas, com 17% da receita vinculada à China.
- Analistas apontam que a escassez global de carne bovina pode atenuar impactos no curto prazo.
- Ministério da Agricultura pretende atuar para mitigar eventuais consequências negativas da medida.
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