CD: Ainda há espaço para essa mídia?: O debate sobre o futuro do CD e sua relevância diante do avanço da música digital.
O ressurgimento do LP e o dilema do CD
Já ouvi dizer que o CD passará por processo de revalorização no mercado fonográfico como aconteceu com o LP, que chegou a ter a morte anunciada pela indústria do disco, mas ressuscitou com força. Particularmente, não acredito na hipótese. O LP ressurgiu na era digital porque há todo um apelo na questão visual. O prazer tátil de manusear um LP é real. Sem falar que, com o incremento das artes gráficas e do advento dos vinis coloridos, o LP se torna cada vez mais um objeto de arte. A capa e o encarte já parecem importar mais do que o som.
O declínio do CD em meio à era digital
Por isso mesmo, acho que o CD está condenado à morte. O único atrativo das bolachinhas prateadas, fabricadas no Brasil desde 1985, é o som límpido, cristalino. Para mim, se a gravação foi bem mixada e masterizada, o som do CD é imbatível. Mas o fato é que hoje poucos se importam com a qualidade do som, já que, no cotidiano, álbuns e singles são ouvidos nos celulares através de plataformas de áudio.
O futuro incerto do CD na indústria musical
No entanto, percebo que o CD é como o samba na letra do maior sucesso do bamba Nelson Sargento (1924 – 2021). Ele agoniza, mas não morre… Tanto que, sem alarde, a gravadora Biscoito Fino lançou no fim de 2025 edições em CDs dos últimos álbuns de Dori Caymmi, Francis Hime, Gal Costa (1945 – 2022), Joyce Moreno, Sandra Pêra e Simone. Como as tiragens são baixas, os preços são altos. Mas haverá quem pague pelo prazer de completar uma coleção em CD.
O que sabemos até agora
- O debate sobre a relevância do CD frente à era digital segue em aberto na indústria fonográfica.
- O ressurgimento do LP levanta questionamentos sobre o futuro do CD e sua atratividade para o público.
- Ainda há espaço para edições em CD de artistas consagrados, embora o formato enfrente desafios crescentes em um mundo digitalizado.
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