Petróleo tem leve alta com melhora na demanda chinesa e impasse na Ucrânia
O petróleo registrou leve alta diante das perspectivas de melhora na demanda chinesa e após as negociações lideradas pelos Estados Unidos para encerrar a guerra na Ucrânia não resultarem em um avanço concreto. O Brent subiu para acima de US$ 61 o barril, depois de ter recuado 2,6% na sexta-feira, enquanto o West Texas Intermediate operava próximo de US$ 57. A China prometeu ampliar sua base de gastos fiscais em 2026, segundo comunicado divulgado pelo Ministério das Finanças no domingo, sinalizando apoio contínuo do governo para impulsionar o crescimento.
Embora os Estados Unidos tenham intensificado os esforços para pôr fim à guerra na Ucrânia, pontos de impasse permanecem, evidenciando a dificuldade de encerrar o conflito. O presidente Donald Trump afirmou no domingo que houve “muito progresso” nas conversas com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, realizadas no resort Mar-a-Lago. O líder americano disse que pretende convocar um novo encontro com Zelenskiy e líderes europeus em janeiro.
Ainda assim, o petróleo segue a caminho de registrar a quinta queda mensal consecutiva em dezembro, o que representaria a mais longa sequência de perdas em mais de dois anos. Os preços têm sido pressionados por preocupações com um excesso global de oferta após aumentos na produção do cartel OPEC+, que inclui a Rússia, além de países fora do grupo. A China é a maior importadora mundial de petróleo bruto, e sua economia enfrenta dificuldades em meio a uma prolongada crise no setor imobiliário e ao aumento das pressões externas, incluindo tensões comerciais com os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, espera-se que o forte ritmo de estocagem de petróleo pelo país continue no próximo ano, ajudando a absorver o excedente de oferta.
O que sabemos até agora
- Petróleo registra leve alta devido à perspectiva de melhora na demanda chinesa.
- EUA intensificam esforços para pôr fim à guerra na Ucrânia, porém impasses persistem.
- Petróleo encaminha-se para quinta queda mensal consecutiva, a mais longa sequência de perdas em mais de dois anos.
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