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Fogos de artifício com estampido: Risco para animais e pessoas.

Fogos de artifício com estampido: Risco para animais e pessoas.

As celebrações de fim de ano, como Natal e Réveillon, são momentos marcados por alegria e confraternização, porém, trazem à tona a polêmica em torno do uso de fogos de artifício com estampido. Essa questão sensível preocupa diversos setores da sociedade, incluindo famílias, profissionais da saúde e defensores dos animais, devido aos riscos envolvidos, especialmente para animais, idosos, crianças neurodivergentes e pacientes hospitalizados.

Entre os impactos negativos causados pelos fogos, a poluição sonora pode levar a irritabilidade, distúrbios do sono e problemas de saúde metabólicos, cardiovasculares e digestivos. Pessoas com autismo, idosos e pacientes internados podem enfrentar crises, ansiedade e desconforto sensorial diante dos estampidos.

Para indivíduos sensíveis auditivamente, recomenda-se preparação e previsibilidade. O uso de fones de ouvido com cancelamento de ruído ou protetores auriculares pode ser uma estratégia para reduzir o impacto sonoro dos fogos de artifício.

Nos cães e gatos, mais suscetíveis devido à audição apurada, o barulho dos fogos pode desencadear estresse e comportamentos de fuga. Esses animais interpretam os ruídos como ameaça e, em pânico, podem se ferir ao tentar escapar.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária orienta que, durante as celebrações, os tutores permaneçam próximos dos animais para oferecer conforto e segurança, mantendo-os em um ambiente calmo que abafe o som dos fogos. O uso de brinquedos e atividades relaxantes pode auxiliar a distrair os pets nesse período.

É importante destacar que no Brasil não existe uma regulamentação nacional específica proibindo o uso de fogos de artifício com estampido. Alguns estados, como Maranhão, Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás, Amapá e o Distrito Federal, possuem legislações que restringem o uso desses artefatos com base em níveis de decibéis, variando de 70 a 100.

Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a prerrogativa dos municípios para criar leis que proíbam a soltura de fogos barulhentos e artefatos pirotécnicos. Essa decisão ratificou uma legislação municipal em Itapetininga (SP). Cidades como Caraguatatuba e Cubatão, em São Paulo, também dispõem de normativas sobre o assunto. Já em lugares como Joinville (PR), Sapiranga (RS) e capitais como Belo Horizonte, Campo Grande, São Luís, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro, fogos silenciosos ou com limite de 120 decibéis são permitidos em eventos autorizados pela prefeitura.

No Congresso Nacional, tramita o Projeto de Lei 5/2022 que visa proibir fogos de artifício com ruído acima de 70 decibéis, já aprovado no Senado e aguardando análise na Câmara dos Deputados.

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