Com um senador e um filho do presidente Lula (PT) na mira, a CPI do INSS termina o ano sem saber se a investigação será encerrada em 28 de março, como previsto inicialmente, ou prorrogada por até 120 dias. A decisão final ficará a cargo do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Integrantes da comissão não receberam nenhum sinal do senador até o momento, e pessoas próximas a ele consideram improvável a prorrogação.
Antes da operação da Polícia Federal e da CGU que envolveu o senador Weverton Rocha (PDT-MA) em suspeitas, membros da CPI afirmavam que a comissão seria encerrada em março. Com a pressão crescente da oposição após a operação, a prorrogação da CPI por mais quatro meses está em discussão, o que adiaria o relatório final para julho, próximo das eleições. Um pedido de prorrogação com mais de 200 assinaturas foi protocolado, mas há dúvidas sobre a necessidade do aval do presidente para sua aprovação.
O relator da CPI, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AP), menciona que o número de assinaturas necessárias já foi alcançado, mas ainda há incertezas se a ampliação será automática. A possibilidade de uma prorrogação por apenas um mês para evitar conflitos é considerada por um membro da comissão.
Deputados e senadores da base governista ainda não chegaram a um consenso sobre o tema. Alguns deles reconhecem que, com o filho de Lula no foco do relator, quanto mais rápido a CPI terminar, melhor.
**O que sabemos até agora**
– Incertezas quanto ao encerramento ou prorrogação da CPI do INSS.
– Pedido de prorrogação com mais de 200 assinaturas protocolado.
– Discussões sobre possível extensão da comissão após operações da Polícia Federal e CGU.
– Membros da CPI aguardam decisão do presidente do Congresso para definição do futuro da investigação.
– Sem consenso entre deputados e senadores da base governista sobre possível prorrogação da CPI.
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