Brasil condena intervenção armada na Venezuela: O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, afirmou que não se pode “aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”. Danese rejeitou de forma categórica a intervenção armada em território venezuelano, classificando-a como uma grave violação da Carta das Nações Unidas e do direito internacional. Ele pontuou que os bombardeios e a captura do presidente venezuelano ultrapassam uma linha inaceitável, constituindo uma afronta à soberania do país e estabelecendo um perigoso precedente para a comunidade internacional. O embaixador destacou que a Carta das Nações Unidas proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, salvo em circunstâncias estritamente previstas.
Escolha pela paz
Sérgio Danese ressaltou a escolha da América Latina e do Caribe pela paz, alertando para as consequências profundamente negativas das intervenções armadas do passado, que resultaram em regimes autoritários e violações de direitos. Ele destacou que a região se esforça para preservar a paz, a cooperação e o respeito ao direito internacional, rejeitando o recurso à força. O embaixador enfatizou a importância de uma solução que respeite a autodeterminação do povo venezuelano, baseada na Constituição do país e que envolva a comunidade internacional. Por fim, ele concluiu que intervenções armadas contra a soberania de um país devem ser veementemente condenadas e que o Conselho deve reagir de acordo com o direito internacional para evitar que a força prevaleça sobre a lei.
O que sabemos até agora
- Brasil condena intervenção armada na Venezuela.
- Embaixador rejeita ação em território venezuelano, considerando-a violação da Carta das Nações Unidas.
- Sérgio Danese destaca importância de soluções que respeitem a autodeterminação do povo venezuelano e o direito internacional.
- Intervenções armadas contra soberania de um país devem ser condenadas com veemência.
- Conselho deve reagir de acordo com o direito internacional para evitar prevalência da força sobre a lei.
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