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Justiça suspende decreto da Transwolff após cassação de contratos.

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Juiz suspende decreto de caducidade e mantém Transwolff à frente da operação em São Paulo

O juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, determinou a suspensão do decreto de caducidade editado pelo prefeito Ricardo Nunes, que encerrou os contratos de concessão da empresa de ônibus Transwolff. A decisão, de caráter liminar e provisório, foi concedida com base no risco de dano irreversível à concessionária. A Prefeitura de São Paulo terá cinco dias úteis para apresentar os processos administrativos relacionados ao caso.

A administração municipal fica impedida de contratar outras empresas para assumir os lotes operacionais D10 e D11, vinculados à Transwolff. O juiz proibiu medidas que impliquem a execução do decreto de caducidade, como transferência operacional, requisição de bens ou celebração de contratos com terceiros.

Fundamentada na probabilidade do direito alegado pela empresa e no perigo da demora, a decisão destaca que a retirada da Transwolff das concessões poderia gerar prejuízos irreversíveis. O magistrado ressaltou que o transporte vem sendo prestado há mais de um ano sob regime de intervenção, sem paralisações.

A liminar determina que a Prefeitura entregue à Transwolff os autos dos processos administrativos nº 6020.2024/0030164-9 e nº 6020.2024/0030162-2, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Em nota, a Transwolff informou que não recebeu notificação sobre a suspensão de suas atividades e negou envolvimento em práticas ilícitas, repudiando associações com organizações criminosas.

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