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Mercados na segunda após ataque à Venezuela: panorama econômico.

mercado financeiro: Mercados na segunda após ataque à Venezuela: panorama econômico.

Fonte: Pexels

A abertura dos mercados nesta segunda-feira, 5, será marcada pela ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. De acordo com Fábio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, o episódio aumenta o risco temporário devido a possíveis sabotagens na PDVSA, estatal venezuelana, podendo intensificar a volatilidade do petróleo nas primeiras horas de pregão. As negociações do petróleo iniciaram em queda no domingo, com o petróleo bruto dos EUA (WTI) recuando 31 centavos, ou 0,62%, para US$ 56,97 por barril, e o Brent, referência global, caindo 29 centavos, ou 0,48%, para US$ 60,47 por barril.

Apesar do contexto geopolítico, a decisão da Opep+ de manter os cortes de produção até o primeiro trimestre de 2026 estabelece um suporte para os preços a curto prazo. Lemos destaca que a promessa de Donald Trump de intervir na indústria venezuelana e liberar sua produção pode impactar o equilíbrio global. Com as maiores reservas provadas do mundo sob influência direta dos EUA, a tendência seria de preços com viés de baixa estrutural e volatilidade reduzida no futuro. No mercado cambial, espera-se que o dólar se fortaleça em relação às moedas emergentes, considerando o risco percebido na América Latina devido ao conflito e à instabilidade política em Caracas.

O movimento da China, que pediu a libertação imediata de Nicolás Maduro, aumenta drasticamente a tensão. Pequim interpreta a captura como uma violação de sua soberania, desafiando a autoridade dos EUA. Esse posicionamento chinês transforma a crise venezuelana em um embate entre superpotências, com implicações na Guerra Fria tecnológica e comercial. O risco de retaliações chinesas em outras frentes, como restrições de exportações críticas ou pressão militar no Pacífico, também é considerado.

Na Bolsa brasileira, o cenário é ambíguo. A tensão China-EUA em relação à Venezuela pode criar dificuldades para as petroleiras no Ibovespa, dado o potencial de guerra influenciar temporariamente os preços do petróleo. Por outro lado, a perspectiva de os EUA controlarem a maior reserva de petróleo do mundo pressiona os preços no longo prazo. Esse contexto complexo pode gerar sanções cruzadas afetando as exportações brasileiras, levando investidores a migrar para ativos mais seguros. Na Bolsa, há uma tendência de realização de lucros em petroleiras juniores, com movimento em direção à Petrobras pela resiliência e capacidade de refino frente à volatilidade do Brent.

Como mercado internacional deve reagir?

A reação dos mercados às ações de Donald Trump na Venezuela, especialmente em relação aos preços do petróleo, será monitorada de perto por analistas do IBD. Os futuros de Nova York iniciaram as negociações no domingo (4) de forma estável, após a ação dos EUA resultar na captura de Nicolás Maduro no sábado (3). O mercado de ações enfrenta desafios após um período complicado em 2025 e um início misto em 2026. A ação de Trump na Venezuela, somada às notícias da CES da Nvidia, AMD e outros, pode impactar os mercados.

O que sabemos até agora
– Abertura dos mercados dominada pela ofensiva militar dos EUA contra a Venezuela.
– Tensão geopolítica aumenta risco temporário e pode impactar a volatilidade do petróleo.
– China pede libertação de Maduro, elevando a tensão entre superpotências.
– Mercado internacional atento à reação aos eventos na Venezuela e à CES 2026 em Las Vegas.

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