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Tributação: Carga histórica atinge nível recorde em 2024.

política nacional: Tributação: Carga histórica atinge nível recorde em 2024.

Fonte: Pexels

A carga tributária brasileira bateu recorde em 2024, atingindo o maior nível em mais de duas décadas, conforme dados da Receita Federal.

O aumento é derivado do aumento de impostos federais e estaduais. Em 2024, o índice teve alta de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Carga tributária é o patamar de impostos pagos em relação à riqueza do país, englobando União, estados e municípios.

Independente da metodologia usada, a carga tributária total de 2024, segundo dados oficiais da Receita Federal, bateu novo recorde ao atingir o maior nível desde o início da série histórica em 2002, ou seja, em mais de 20 anos.

Tamanho da carga tributária

Pelo formato anterior, utilizado durante décadas pelo governo, a carga tributária de 2024 somou 34,1% do PIB, novo recorde, representando aumento de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior (32,1% do PIB).

Tributação alta sobre os mais pobres

Os números oficiais mostram que os impostos sobre bens e serviços foram a principal forma de tributação em 2024, totalizando R$ 1,64 trilhão, ou 14% do PIB, representando 43,5% de toda a carga tributária brasileira no período.

Considerando o IOF, o percentual sobe para 14,6% do PIB, ou 45,3% da carga tributária total, um valor elevado para os padrões internacionais.

Tributação baixa sobre a renda

Ao mesmo tempo, os tributos sobre o lucro, renda e o ganho de capital do brasileiro totalizaram R$ 1,07 trilhão em 2024, o equivalente a 9,1% do PIB, ou a 28,3% da carga tributária total.

Na tributação sobre a renda, que foca nos mais ricos, o Brasil está bem abaixo da média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 12,1% do PIB (dados de 2023).

A arrecadação líquida da União em proporção do PIB continua abaixo do patamar do início da década de 2010. No quinto relatório bimestral de Receitas e Despesas, a projeção de receitas líquida para 2025 é de 18,39% do PIB.

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