Caso Master: Banco Central identifica indícios de crimes em negociações com fundos da Reag: O Banco Central apura fraudes financeiras, prejuízos a banco público e falhas na gestão de riscos.
Suspeitas sobre o Banco Master
O Banco Master teve liquidação decretada em 2025 pelo Banco Central devido a problemas financeiros e irregularidades.
A decisão baseou-se em dificuldades de caixa, captação de recursos caros, baixa liquidez em ativos e irregularidades contábeis.
Com a liquidação, as atividades foram paralisadas, diretoria afastada e o FGC acionado para ressarcir investidores.
As investigações focam em operações com o BRB e transações com fundos da Reag, gestora de fundos.
Algumas operações suspeitas podem configurar irregularidades graves no sistema financeiro, mesmo sem prejuízo financeiro comprovado.
Daniel Vorcaro (dono do Banco Master)
Vorcaro liderou o banco desde 2019, com estratégia de crescimento acelerado baseada em captação de recursos com taxas elevadas.
Decisões estratégicas, como emissão de CDBs acima da média do mercado, estão sob investigação por aumentar o risco e desequilíbrio da instituição.
Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro alegou que não houve prejuízo ao BRB nas operações investigadas.
A Reag
A gestora de recursos Reag é citada em informações do Banco Central ao MPF.
Fundos administrados pela Reag teriam sido utilizados em operações suspeitas envolvendo o Banco Master com ativos de baixa liquidez e valores superestimados.
A Reag afirmou que não há documentos que a relacionem com o PCC e colabora com as autoridades.
O envolvimento do BRB
O BRB, banco público do Distrito Federal, esteve interessado na compra do Banco Master e realizou operações financeiras sob investigação.
A operação visava evitar a falência do Master, mas foi vetada pelo BC por questões econômicas e transferência de riscos.
A PF investiga se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master, analisando falhas internas das operações.
O papel do Banco Central
O BC supervisionou o Banco Master, identificando captações agressivas e exposição a ativos de baixa liquidez.
Além da liquidação, o BC encaminhou relatórios a órgãos como TCU e MPF, detalhando suspeitas de irregularidades e falhas de riscos.
Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do BC, não é investigado, mas depôs à PF para esclarecimentos técnicos.
O que sabemos até agora
- O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central devido a problemas financeiros e irregularidades.
- Investigações apuram fraudes, prejuízos a instituições públicas e falhas na gestão de riscos.
- Daniel Vorcaro liderou estratégias que estão sob investigação, enquanto o BRB e a Reag estão envolvidos em transações suspeitas.
- O Banco Central supervisionou o caso e encaminhou relatórios a órgãos de controle, desencadeando investigações sobre o sistema financeiro.
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