Polícia Federal afirma não ter outra sala para manter Jair Bolsonaro preso.
A PF afirmou ao STF não dispor de outra sala para manter Jair Bolsonaro preso e que não tem como resolver a reclamação do ex-presidente sobre o barulho do ar-condicionado. As informações foram dadas em resposta a um pedido da defesa do ex-mandatário, nesta quarta-feira (7).
Ministro Alexandre de Moraes determinou que a PF se manifestasse no prazo de cinco dias. No entanto, os advogados de Bolsonaro pediram providências para reduzir os ruídos do equipamento, que estariam prejudicando o repouso do ex-presidente e afetando sua saúde durante o cumprimento da pena de prisão.
Complexidade na solução
O delegado da PF afirmou ao relator que resolver a questão atrapalharia as atividades da Polícia Federal no local, uma vez que a sala de Estado-Maior onde Bolsonaro está preso está próxima às áreas destinadas à instalação e ao funcionamento dos equipamentos de climatização do prédio.
Segundo a PF, não é possível eliminar ou reduzir significativamente o ruído por meio de medidas simples ou pontuais, como isolamento ou mudança de layout no ambiente onde o ex-presidente está detido.
Ambiente adequado
Para a defesa de Bolsonaro, o espaço atual disponibilizado não garante condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde do ex-presidente, mesmo estando recolhido em Sala de Estado-Maior.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde novembro, está na Superintendência da PF em Brasília, após danificar sua tornozeleira eletrônica e ser retirado do regime domiciliar.
O que sabemos até agora
- PF afirma não ter outra sala para manter Jair Bolsonaro preso.
- Implementação de medidas para reduzir ruído do ar-condicionado é complexa e poderia prejudicar continuidade dos trabalhos na superintendência.
- Defesa argumenta que ambiente disponibilizado a Bolsonaro não assegura condições mínimas de tranquilidade e saúde.
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